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TV dá barriga e sites repercutem sem checar
Embora o texto não seja de minha autoria, acredito que seja válida a sua publicação, uma vez que é a prova do texto “A velocidade como fetiche” (ao lado, imagem do incêndio publicada pela Folha Online).
O incêndio que atingiu na tarde da terça-feira (26/05) um prédio localizado em Moema, na zona sul de São Paulo, foi manchete, por alguns minutos, dos principais sites de notícia do País. O problema é que, na pressa para informar seus leitores, alguns veículos online se basearam em informação da Globonews de que um avião havia se chocado com o prédio e não tiveram o cuidado de checar.
“Avião atinge prédio em São Paulo” era uma das manchetes do Globo Online. Ao perceber o erro, minutos depois, o título mudou para “Incêndio atinge prédio em São Paulo”. O UOL já foi mais categórico: “Avião da Pantanal cai na zona sul de São Paulo”.
A ombudsman do Portal, Tereza Rangel, não perdeu tempo. Lamentou que mal estreou a nova central de jornalismo e já caiu na tentação de copiar informação da TV.
“A ‘informação’ estava errada. Quando percebeu o erro, o UOL mudou o texto (sem alterar o horário), tirou o assunto da manchete e simplesmente adotou a fórmula “a informação inicial era de que um avião da Pantanal teria se chocado contra um prédio residencial, mas ela foi desmentida minutos depois pela Infraero, pelos Bombeiros e pela própria companhia”. A ressalva não pode servir de desculpa para que não seja feita uma errata, até porque o título do texto afirmava, categoricamente, que o avião caíra. Se o UOL levou a ‘notícia’ à sua manchete é porque precipitou-se e, sem apuração própria, comprou a versão da TV, disseminando entre os internautas que houvera um acidente inexistente. A prática de cozinhar e assumir informações (certas ou erradas) da TV e rádio é comum em portais da Internet, mas não deveria ser adotada pelo UOL”.
Em resposta, o gerente de notícias do UOL, Rodrigo Flores, prometeu fazer uma errata.
Mario Vitor Santos, ombudsman do iG, também não deixou passar o erro. “O iG acaba de anunciar erradamente a queda de um avião em bairro residencial de São Paulo. A notícia (‘Avião cai em bairro residencial de São Paulo’) não se confirmou. O texto era lido a partir da manchete da capa do iG. Foi colocado como um link da manchete que anunciava um incêndio na capital. Minutos depois da notícia errada do desastre, mais grave ainda numa cidade já traumatizada por acidentes desse tipo nas imediações do aeroporto de Congonhas, a notícia foi retirada do ar. A manchete passou a anunciar um incêndio numa fábrica de colchões. O iG precipitou-se e errou. Deve ter confiado em quem não deveria. Atribuiu o erro à Infraero. Certamente não verificou a informação antes de levá-la ao ar. Precisa avaliar isso, e corrigir com o mesmo destaque dado ao falso acidente de avião. Além disso, precisa agora acompanhar correta e cautelosamente o incêndio que de fato parece ter existido”.
A assessoria de imprensa da Infraero disse ao Comunique-se que em nenhum momento confirmou a notícia de queda de um avião.
A Central Globo de Comunicação informou em comunicado: “A respeito do incêndio ocorrido hoje à tarde em São Paulo, a Globo News, como um canal de noticias 24 horas, pôs no ar imagens do fogo assim que as captou. Como é normal em canais de notícias, apurou as informações simultaneamente à transmissão das imagens. A primeira informação sobre a causa do incêndio recebida pela Globo News foi a de que um avião teria se chocado com um prédio na região do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo. Naquele momento bombeiros e Infraero ainda não tinham informação sobre o ocorrido. As equipes da própria Globo News constataram que não havia ocorrido queda de avião e desde então esclareceu que se tratava de um incêndio em um prédio comercial. Poucos minutos depois o Corpo de Bombeiros confirmou tratar-se de um incêndio em uma loja de colchões”.
Fonte: Comunique-se
TV Digital Interativa
A palestra Introdução a TV Digital Interativa, ministrada por Marcelo Ferreira Moreno, coordenador técnico do laboratório de Telemídia da PUC do Rio de Janeiro, foi destaque na programação da tarde de hoje no 9.0 FISL que acontece no centro de eventos da PUC-RS em Porto Alegre.
Marcelo explanou a respeito dos aspectos dissonantes e semelhantes entre o sinal analógico e digital, tais como largura de banda, co-canal e multipercurso.
No Brasil, o sistema de televisão digital deverá ser implantado até 2016, marcando, assim, a extinção das recepções analógicas e o início do uso das aplicações interativas para o público massivo.
Marcelo fez uma ressalva a freqüente atribuição do senso comum: “ O sistema de TV digital japonês não foi adotado pelo Brasil. A única peça compatível com o sistema japonês é a primeira camada de transmissão e modulação, conhecida como COFDM”.
Marcelo destacou características reiterando a diferença entre computador e TV. A TV tem como característica a recepção simultânea, a assistência coletiva, e as aplicações baseadas muito mais em imagem do que em texto, diferindo da internet que mesmo com sua característica multimidíatica ainda tem largo apelo ao textual.
Atualmente, o único middieware (nome dado a um sistema ou software que serve como um intermediador) desenvolvido com software livre que detecta as interações da TV Digital e deve estar instalado nos conversores no Brasil é o Ginga.
Ariadna Straliotto