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Chegada do iPhone ao Brasil e as manchetes

Enviado em Metanet por Ariadna Straliotto by Equipe Blogolho em Maio 9th, 2008

O anúncio de que a Claro estaria trazendo o iPhone ao Brasil repercutiu matérias nos mais diversos sites da internet. No site G1, a notícia está hospedada na editoria Negócios e Economia e traz informações a respeito do capital movimentado pela Apple, desenvolvedora do iPhone, especulando como funcionará o mercado dos iPhones e qual o valor de custo do aparelho no Brasil.
O texto se baseia, inclusive, em dados de um mercado que antecede a importação oficial do produto. A manchete na primeira página do site: “Vende de iPhone no Brasil é uma incógnita”, dois dos subtítulos da matéria e trechos da mesma colocam em dúvida as próprias informações que o repórter, ou melhor, as agências de notícia trazem.A impressão que passa ao leitor é que o jornalista se reporta ao fato com uma dose extra de desconhecimento da legitimidade das informações.
Para fazer um contraponto pode-se tomar como exemplo uma matéria do Idg Now, que contem algumas das informações colocadas como “pontos de interrogação” pelo G1, já apuradas em novembro do ano passado. Como que para tornar o assunto mais relevante, haja vista sua publicação na  editoria de economia, o G1 optou por uma contextualização revestida de números e cifras, que pouco esclarece o desenrolar do processo para o leitor.
O Idg Now, talvez por se tratar de um site voltado para pautas de tecnologia, ofereceu importância ao assunto mesmo antes deste ter o seu ponto de culminância na grande imprensa. São valores e critérios de noticiabilidade atribuídos de forma distinta e, obviamente,
fatores que resultam em um produto final diferenciado. Essa é uma das vantagens de um jornalismo online segmentado que busca sempre novidades para “fidelizar” os internautas leitores que tem interesse em um determinado assunto.
Mesmo com um texto de tom dúbio, o G1 ainda consegue manter um nível de detalhamento, que o texto do Estadão, por exemplo, não traz. Porém, o Estadão ganha mérito ao inserir a fala de um consultor na notícia. Com a dificuldade em contactar o presidente do grupo mexicano - expressa nas maérias -, a conversa com o consultor foi uma saída alternativa para embasar o post.
Contra as incertezas do G1, a matéria da FolhaOnline tem manchete em incisiva: “Claro não terá exclusividade na venda do iPhone no Brasil”. O texto enfoca as negociações entre a Apple e as empresas telefônicas e, quase satura o leitor, ao mencionar tantas etapas de um processo competitivo entre as telefônicas. Mais valeria, então, abordar as funcionalidades e a margem de custo do aparelho no país. É preciso que o jornalista possa visualizar melhor o perfil do internauta leitor para que comece a pautar e escrever a partir de pressupostos próprios desse público específico, que - ao que tudo indica - busca informação precisa, objetiva e de aplicação a sua rotina, isto é, que sirva aos seus interesses pessoais e sacie dúvidas pertinentes ao tema em questão. 

O anúncio dos executivos proprietários do grupo América Movil também rendeu notas curtas e objetivas, por vezes, quase esvaziadas em contéudo denso, como, por exemplo, no site Info da Abril.

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